Padroeiro
05 jul 2014 000
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Foto: Reprodução/Studio C

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Um exemplo para o mundo de hoje

São Francisco nasceu em Assis, na Itália aos 26 de setembro de 1182, e em circunstâncias tais, que o tornaram desde o nascimento semelhantes ao Salvador. O pai do nosso santo era rico negociante de nome Pedro Bernardone Moriconi; a mãe Giovanna Bourlemont, da Provença. O menino na pia batismal, recebeu o nome de João Batista, mais tarde o pai preferiu chamá-lo de “Francisco”.

Francisco passou a mocidade rodeado de rapazes levianos e amigos de divertimento, e entre todos era ele o chefe. Esse jovem tinha algo fora do comum, que o tornava estimável por todos e mesmo tendo sido educado para o mundo do comercio, não se inclinava à posse de bens e riquezas.

Após uma prolongada doença, sentiu o jovem, desejo de glórias militares, e pôs-se a caminho para tentar a sorte das armas. Uma noite, porém, Deus lhe falou: -“Francisco, quem te pode fazer maior bem, o Senhor ou o servo?” O jovem responde: “Maior bem me pode fazer o Senhor.” Então a voz divina insistiu: – “Por que deixas o Senhor pelo servo?” – “QUE QUERES, SENHOR, QUE EU FAÇA?” inquietou-se Francisco, – “Volta para tua pátria”, respondeu o Senhor. Desde então Francisco compreendeu a mensagem: “Se alguém me quiser seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24).

Pouco depois, ouviu a voz divina que lhe dizia: “Vai Francisco, e reconstrói a minha casa, como vês, ameaça ruína”. E Francisco é levado diante do bispo pelo próprio pai que exigia que o filho modificasse seu comportamento em relação aos bens. Francisco renuncia até as roupas do corpo e responde: “Agora posso dizer em verdade: Pai Nosso que estais nos céus”.

Depois de 1221 o Santo parece iniciar uma nova fase em sua vida: passa a retirar-se gradualment das atividades apostólicas para se dedicar mais intensamente àquela vida feita de penitência e contemplação. Dois anos antes de morrer, em 17 de setembro de 1224 no Monte Alverne recebe em seu corpo as marcas da Paixão, os Sagrados Estigmas da cinco Chagas de Jesus Crucificado. São Boaventura comenta “- o amor do Crucifixo” tinha ocupado a mente de Francisco ao ponto que o Espírito o fez sofrer as dores de Cristo em sua própria carne.

A partir daquele dia o mundo e todas as criaturas ganharam novo sentido para Francisco: Ele começa a gostar com grande afeto e devoção da natureza e dos seres e põe-se a exaltá-las pra que louvem ao Senhor que os criou, por devoção inefável da bondade de Deus.

Compôs o Canto do Irmão Sol onde chama a todos irmãos e irmãs, porque o seu espírito gozava da liberdade dos filhos de Deus e sabia penetrar no mistério das criaturas, melhor que qualquer outro poeta ou cantador.

Na tarde de 03 de outubro de 1226, Francisco finalmente regressou ao reino celeste enquanto seus frades cantavam. Não tinha nada de próprio, inquietou a muitos e como herança deixou um exemplo para o mundo de hoje, uma espiritualidade cercada de leveza e encanto.

Francisco de Assis mais que um ideal é um espírito e um modo de ser que se mostram numa prática, sendo que as três ordens que fundou, a primeira, para homens, estabelecida em 1209, com o nome de Ordem dos Frades Menores; a Segunda fundada juntamente com Santa Clara em 1212 com o nome de ordem das Senhoras Pobres ou Clarissas e a Terceira Ordem fundada em 1221 com o nome de Ordem da Penitência, para os leigos; convidam para uma ação alternativa no mundo de hoje, onde haja mais compaixão para com os outros, mais ternura para com os pobres e mais respeito para com a natureza.

Fonte: http://www.santuariodecaninde.com