“Catequistas são educadores da fé”, destaca padre sobre a vocação

Com a instituição oficial do ministério pelo Papa Francisco, catequistas ganharam ainda mais reconhecimento dentro da Igreja

Neste quinto e último domingo de agosto, 29, a Igreja celebra o Dia do Catequista, encerrando o mês vocacional. Esses formadores da fé cristã ganharam ainda mais reconhecimento em maio deste ano, quando o Papa Francisco instituiu o Ministério de Catequista, com o Motu proprio “Antiquum ministerium”.

A missão desses leigos dentro da Igreja e mesmo na sociedade é de uma importância sem igual. Afinal, estes agentes pastorais podem agir em diversas frentes para ajudar a Igreja em sua missão evangelizadora.

“O catequista é um educador da fé de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Ele tem uma missão fundamental de introduzir o catequizando no conhecimento de Cristo, na compreensão da importância de Jesus Cristo em nossas vidas. E ainda colabora para que o catequizando, de diferentes idades, possa ter uma experiência de encontro com o Senhor”, pondera o Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, padre Jânison de Sá Santos.

Uma vocação, mais que um serviço

No Motu proprio “Antiquum ministerium”, o Santo Padre menciona que é tarefa dos pastores reconhecer “ministérios laicais capazes de contribuir para a transformação da sociedade”, pois é por meio deles que há uma “penetração dos valores cristãos no mundo social, político e econômico”.

“É fundamental, na catequese, a formação integral do cristão. Conhecer Jesus Cristo, na catequese, fará com que ele passe por um processo de conversão e se torne um discípulo missionário”, explica o sacerdote.

Para padre Jânison, o documento papal foi um passo importante para que os leigos encarem seu papel dentro da Igreja como vocação e não apenas como um serviço. “O catequista também colabora com os pais. Muitos pais trabalham fora e não conseguem participar da vida eclesiástica dos filhos. O catequisa ajuda, auxilia nesta transmissão da fé em família. Reafirmo esta missão importante do catequisa dentro da Igreja”, exalta.

É importante, antes de tudo, que o catequista sinta o chamado de Deus. É aí que poderá desempenhar seu papel com plenitude no ambiente religioso — e colherá frutos disto.

“Deus os chama para esta missão. O Moto proprio lembra São Paulo, quando fala da diversidade de ministérios e carismas. Então, é de fato importante que aquela pessoa chamada tenha aptidão para esta missão e trabalho”, afirma.

Reinvenção

Diante de um mundo diferente nesta era pandêmica e pensando no impacto disso para a missão do catequista, padre Jânison destaca que esta é uma fase de reinvenção.

“Creio que nós, catequistas, estamos nos reinventando e buscando novos caminhos para a catequese e a evangelização. Um deles seria a catequese familiar, com muitas experiências positivas pelo Brasil”, assegura.

Na catequese familiar, o catequista envia os conteúdos à família e os acompanha à distância. “Sempre, na história da Igreja, houve uma tentativa de responder aos desafios atuais do tempo. Hoje não seria diferente. Então, a catequese procura novos caminhos para uma ação evangelizadora cada vez mais eficaz. Por isso a evangelização, pelos meios de comunicação e redes sociais são um auxílio para a catequese nestes tempos”, assegura.

O contato pessoal, por outro lado, embora limitado momentaneamente, não pode ser esquecido ou menosprezado. “A catequese educa para a celebração, mas é importante que haja uma participação ativa das celebrações da comunidade de fé”, finaliza.

Fonte: Canção Nova 

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