O corpo morto e a sua dignidade – a doutrina da Igreja

Uma das obras de misericórdia corporais é enterrar os mortos. Na Bíblia, vemos o exemplo de Tobit, pai de Tobias. Mas porque tanta preocupação com um corpo sem vida? Que diferença faz?

Algumas religiões pregam que o corpo é apenas uma “casca”, um fardo temporariamente necessário, uma “prisão” da qual vamos nos libertar ao morrermos. Mas no cristianismo não é assim!

Deus criou os homens como seres materiais e espirituais – as duas coisas! É por isso que as almas dos fiéis no Céu aguardam o Fim dos Tempos, quando poderão reviver em um corpo glorioso.

O corpo glorioso será o nosso corpo transformado, incorruptível, com qualidades próprias para desfrutar a vida eterna.

O corpo humano tem uma grande dignidade (mesmo inanimado), e é parte integrante da pessoa com a qual compartilha a história (Instrução Ad resurgendum cum Christo).

Também por esse motivo, as RELÍQUIAS de corpos de santos têm tanto valor, e os católicos desejam tocá-las: de alguma forma misteriosa, mesmo afastado da alma, o corpo conserva algum tipo de conexão com ela.

O costume cristão mais recomendado é ENTERRAR os corpos. Porque a sepultura é um símbolo mais forte da fé na ressurreição dos corpos, no Juízo Final.

Mas a Igreja não proíbe a CREMAÇÃO, porque a onipotência divina não terá dificuldade de ressuscitar nenhum corpo, mesmo os que viraram cinzas.

ATENÇÃO: se o corpo for cremado, as cinzas NÃO DEVEM SER ESPALHADAS na água, na terra ou no ar. Pois isso remete à ideia pagã de fusão com a Mãe natureza ou com o universo, ou então ao niilismo. As cinzas não devem ser conservadas em casa, mas sim num lugar sagrado, como cemitério ou Igreja.

“Posso doar o meu corpo para uma faculdade de medicina?”. Bem, não conheço restrição da Igreja. Porém, é triste ver universitários postando nas redes sociais fotos irreverentes com os corpos que servem aos seus estudos. Essa falta de respeito é pecado!7

Fonte: O Catequista

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